Repressão.
Truculência.
Realmente, a situação atual na Universidade de São Paulo não está muito boa. Os episódios lamentáveis de agressões e abusos repetem-se indefinidamente.
Ao contrário do que uma parcela dos estudantes alega, tais abusos e “truculências” não vêm da PM, do reitor, da ex-reitora, do governador, do ex-governador, da mídia burguesa, dos banqueiros... (empresto esta “lista” de um amigo meu). Os abusos vêm dos pseudo-estudantes, que acham que podem fazer o que querem sem sofrer consequências, em nome de exigências que não fazem sentido, agindo como se estivessem num cenário semelhante à mais delirante teoria da conspiração. Vou argumentar contra esse delírio contagioso ao final do texto, mas desde já alerto que a maioria dos estudantes contrários à presença ostensiva da PM no campus são estudantes legítimos. Tais estudantes vão discordar do que aqui escrevo. Discordam por razões que considero equivocadas, mas não há problema. Todos têm direito a manifestação. A diferença é que os estudantes legítimos sabem muito bem que as vontades de uma minoria não podem passar por cima da sociedade. Ou seja, os baderneiros, alienados e criminosos não representam direito nem mesmo a própria causa. Ao menos, assim espero.
Garanto que, assim como eu, a grande maioria dos estudantes e docentes da USP está desapontada com as ações recentes do movimento estudantil. Influência da mídia golpista? Da Rede Globo de Televisão e seus primevos raios catódicos alienantes? Acho que não. Prefiro acreditar que tais opiniões tenham surgido a partir do exercício do “senso crítico” da comunidade (expressão largamente utilizada pelos néscios – eu utilizo-a aqui como ironia).
Na linha dos textos independentes e “esclarecedores”, que fornecem uma visão interna e que aos poucos vão refinando o discurso para evangelizar o maior número de pessoas, vou ser pretensioso também e “esclarecer” o que ocorre na minha querida USP.
No início de 2011, houve um aumento considerável da criminalidade na Cidade Universitária. Ao menos na parte baixa da Av. Prof. Lineu Prestes, seqüestros relâmpagos ocorriam quase toda semana. Alguns colegas meus, do IQ e da Farmácia, foram vítimas desta violência atroz. A situação estava complicada. Sem brincadeira, ao final de abril, um colega disse “em breve algo vai dar errado e alguém vai acabar morto”. Não deu outra. No dia 18 de maio, Felipe Ramos de Paiva, estudante da FEA, foi assassinado no estacionamento de sua faculdade.
A questão da segurança no campus entrou de vez nas pautas da USP. Algumas medidas foram tomadas. O diretor do IQ levou ao conselho da universidade a situação alarmante dos seqüestros relâmpagos. Algum tempo depois, a Guarda Universitária foi devidamente posta para trabalhar de modo mais eficiente. Lembro-me de ter ficado surpreso com as rondas e posicionamentos estratégicos dos “guardinhas” em frente ao IQ. Obviamente, sempre há como aperfeiçoar as coisas.
Em seguida, o Conselho Gestor do Campus aprovou o estabelecimento de um convênio da USP com a SSP e a Polícia Militar. Este convênio, publicado dia 5 de agosto no diário oficial e formalizado no dia 8 de setembro, busca utilizar a expertise da PM para implantar medidas de segurança no campus. O convênio segue o conceito de policiamento comunitário, prevendo a instalação de bases móveis e reforço do policiamento com carros e motos (policiamento que era bastante reduzido, por opção da própria USP no passado). Outras ações que fazem parte do plano estabelecido são a capacitação profissional dos policiais militares que atuarão no campus e a identificação dos pontos vulneráveis da Cidade Universitária.
Em outras palavras, o convênio foi pensado para ser algo muito mais elaborado do que um simples “encham o campus de policiais”.
Eu pensava com meus botões: “Hum... Isso vai dar problema... Na primeira oportunidade que tiverem, os grupos extremistas (Sintusp e cia.) vão fazer barulho e arrastarão uma galera com eles”. Não seria a primeira vez. Em 2009, já fizeram escândalo (ver abaixo). Novamente, não deu outra.
No dia 27 de outubro, a PM prendeu três alunos que estavam dentro de um carro, ao lado da FFLCH, por porte de drogas (maconha). Os coitados seriam levados ao DP para assinar um TC (termo circunstanciado) – tudo de acordo com a LEI 11.343 de 2006.
[Inclusive uma das chapas que vai concorrer às eleições do DCE deve se chamar “27 de outubro”. Para eles, o dia já está escrito nos anais da história. Também não poderiam perder a oportunidade de fazer referência ao MR8 (Movimento Revolucionário 8 de outubro. Oito de outubro foi o dia em que Ernesto Che Guevara foi morto na Bolívia)].
Tudo estava caminhando para um desfecho tranqüilo, e os alunos flagrados estavam conformados. No entanto, uma turba barulhenta e hostil a atuação da polícia iniciou o seu processo de “nucleação e crescimento”. A polícia foi obrigada a pedir reforços para manter a situação sob controle. A diretora de FFLCH foi verificar a situação, e estava satisfeita. Mas a coisa piorou. A turma do “fora PM” ficou ousada. Começaram as provocações (às quais os policiais resistiram). Um estudante subiu numa viatura e os manifestantes jogaram um cavalete pra cima dos policiais. Aí, meu amigo, não tem como não reagir. Enquanto os manifestantes reclamaram do gás lacrimogêneo, policiais foram feridos com pedradas e viaturas foram depredadas.
Tudo isso porque os policiais foram cumprir seu dever. Pergunto: houve excesso? Perseguição política? (talvez o papel de seda da maconha estivesse com uma sigla de partido). Cadê a repressão? Não enxergo. Mas não se preocupe, abaixo eu vou mostrá-la.
O mais absurdo vem a seguir. Não contentes com o lamentável episódio, os pseudo-estudantes decidiram por “ocupar” o prédio da administração da FFLCH, em protesto. Ficaram lá um tempo, pedindo o fim do convênio USP-PM. Ainda aproveitaram pra pichar uns muros, quebrar uns bancos e placas de trânsito. Coisa light.
Dias depois, numa “assembléia geral”, deliberou-se pela desocupação do prédio invadido. Depois da assembleia, um grupo de ultra-esquerda, não aceitando em hipótese alguma ser “derrotado”, passou por cima do DCE (olha só!) e resolveu invadir o prédio da reitoria. As cenas da invasão todos viram. Aliás, foi ótimo a reitoria tê-las divulgado. Às vezes tenho a impressão que muitos alunos têm uma visão romantizada do processo de “ocupação”.
Os baderneiros destruíram um portão e quebraram as câmeras. Depois, ainda picharam as paredes e transformaram o lugar num chiqueiro de porcos. De onde vai sair o dinheiro pra recuperar o prédio? Hein?
Diante desta violência duplamente ilegítima, a reitoria fez o mínimo que se esperava – entrou com um pedido de reintegração de posse na justiça, que determinou a desocupação do prédio até as 17h do dia 5 de novembro.
Seguiram-se mais episódios lamentáveis. As assembleias, desmoralizadas, ficaram reduzidas a um grupelho, e jornalistas foram agredidos. Opa! Repressão?
Da parte deles, os invasores gritavam: “o reitor não quer dialogar!”. Recordo que várias reuniões de negociação ocorreram, em busca de uma desocupação voluntária. Em virtude deste canal de negociações, a justiça deu até canja, e prorrogou o prazo até as 23h do dia 7. Ordem judicial que os invasores desrespeitaram.
Ainda no dia 7, foi apresentada uma proposta para a desocupação do prédio da reitoria: http://www.usp.br/imprensa/?p=15706. Neste acordo, a reitoria comprometia-se a reavaliar pontos do convênio com a PM e também processos administrativos e disciplinares envolvendo alguns estudantes. Ninguém seria preso. O que MAIS eles queriam? Queriam que no dia seguinte o diário oficial publicasse a revogação do convênio, junto com nota de desculpas da administração por atender anseios da comunidade? Alguém são acha isso viável? Democrático?
No dia 8 de novembro, acordei e acompanhei pela TV cenas de violência nas quais custava a acreditar, que me revoltaram e, em seguida, me entristeceram muito.
Violência praticada por alunos da USP. Acharam ruim a chegada da polícia para desentocar os pseudo-estudantes e cumprir uma determinação judicial. Alunos chutavam escudos da tropa de choque, se jogavam contra policiais, os ofendiam chamando-os de “filhos da p...”. Faziam de tudo para provocá-los. Falharam miseravelmente, pois não houve a reação que esperavam. Se isto não atesta profissionalismo, não sei mais o quê poderia atestar. Se houvesse a tal “repressão”, será que os estudantes teriam esta liberdade?
Também me coloquei no lugar do policial, que trabalha durante a madrugada, cumpre seu dever de maneira digna e legítima, e ainda tem que aguentar centenas de provocações e ofensas pessoais gratuitas da meninada. Opa! Acho que estou entendendo o que significa repressão...
Criticaram o tamanho do efetivo policial utilizado na operação de desocupação. Ora, aquele que admite a hipótese de confronto com a Tropa de Choque não parece o tipo que sairia da reitoria com pedidos de “por favor” e entrega de rosas. Também foi necessário para manter a ordem. Imagine se fossem apenas uns 50 policiais e se juntassem 200 malandros “manifestando-se pacificamente”. A polícia inevitavelmente iria reagir. Se não reagisse e fosse expulsa, a ordem pública seria quebrada.
Como os invasores desrespeitaram a lei, foram presos. Que absurdo, não?
Os pseudo-estudantes se consideraram “presos políticos”. SÉRIO??
Em tudo o que relatei aqui, não houve excessos da PM. Isso parece meio estranho. Por quê? Simplesmente, não há repressão policial na USP atualmente. É delirante achar que repressão às drogas de acordo com a lei vigente configure um ataque à autonomia universitária.
REIVINDICAÇÕES do Movimento
[E não “reinvidicações”, como 90% dos panfletários escreve. Lembrando que eles se julgam “os pensadores”, “os humanistas”...]
Já comentei brevemente que o discurso foi se modificando. A “farsa 27 de outubro” (ou “estopim”, como queiram) configurou-se quando grupos extremistas viram a oportunidade perfeita de criar uma agitação política a partir... do nada. Mas tudo bem, vou ignorar este detalhe.
Uma estratégia bastante usada para o convencimento no decorrer da história foi a separação dos “fins” dos “meios”. Juntem 1 + 1 e entenderão onde quero chegar. Isto aqui não é a Queda da Bastilha, não é a Líbia. Qual a filosofia por trás de tudo? Socialismo? Hum... Se for, já perderam. Revoltas sem apoio da maioria são fadadas ao fracasso. “Democracia”? Então vamos lá.
As agressões e abusos de liberdade em detrimento do bem estar da coletividade devem ser fortemente rechaçadas e repudiadas pelos que são contra a PM e também contra a violência. Sob pena de conivência com o vandalismo e perda de apoio antes mesmo de exporem seus motivos. A avidez em separar os fins dos meios surge da necessidade de muitos estudantes não se sentirem mal apoiando um movimento que é claramente abusivo nas suas ações. A adesão a estes grupos não é uma alternativa justa, pois reforça posições intransigentes e incompatíveis com o estado democrático de direito.
A empolgação e a angústia juvenil, misturadas com conveniência, fazem com que haja certa obstinação nociva. Mostra também que a maioria dos estudantes legítimos que faz parte do movimento não é tão “mobilizada” assim. Sem apoio dos piqueteiros profissionais (estes sim, dignos de desprezo), não seriam tão aguerridos. E acredito que, sem estes agitadores, a situação da esquerda não radical seria muito melhor.
1) A PM não é o melhor instrumento para garantir a segurança no campus
Supondo que seja verdade (os números dizem o contrário), qual a justificativa para que ela não esteja integrada a outros instrumentos? Repressão de pensamento, ideológica? Exercício de poder do Estado? Oh, wait.
A todo momento, batem na tecla da melhora da iluminação na USP. Isto já é pedido desde o início do ano. Em SETEMBRO, o reitor anunciou o projeto de implantação de um plano de iluminação especial para a cidade universitária. Consistirá em iluminação com uso de LEDs e levará em conta problemas como o grande número de árvores no campus. A iluminação está a caminho, com implementação prevista para meados de 2012. Ou vocês acham que é só o reitor “bater um fio” pra Eletropaulo e encomendar 1000 postes para amanhã?
Nas palavras do próprio (dissimulado?) reitor: “segurança não é simplesmente a presença da polícia no campus”.
2) A Guarda Universitária (GU) deve ser responsável pela segurança
Pode até ser. Mas a implementação de uma GU armada e treinada levaria muito tempo. Muito trabalho jurídico. Seria este um bom uso do dinheiro da população do Estado de São Paulo? O suposto “território livre” que seria criado traria benesses à população?
Não podemos nos esquecer que a PM tem muita experiência e conhecimento em segurança pública. Pena que a USP seja um “oásis”.
Cabe também comentar que os grupos políticos barulhentos dentro da USP são contra qualquer tipo de autoridade. Por exemplo, cansei de ler nos informativos do Sintusp, etc:
“Abaixo a guarda universitária e seus mercenários e trogloditas, a serviço do ditador Rodas!” (com a Suely era a mesma coisa!).
A solução recente dos manifestantes: comunidade uspiana gerenciando a GU em conjunto. Não sei que Frankenstein seria esse. Estamos falando de segurança ou não?
3) A PM é o braço armado do governo, e submete a USP a interesses políticos e econômicos
Este é o ponto crucial. Quem fala isto não tem o mínimo conhecimento de Direito Constitucional, Penal, Militar... O trabalho da PM está vinculado à lei.
A USP é uma autarquia, mas o Estado Democrático de Direito também vale por lá. Autonomia administrativa não é soberania.
Se alguém submete a universidade a interesses políticos, são os grupelhos políticos radicais que se infiltram entre os alunos, em busca de “buchas de canhão” e massa de manobra. Às vezes a propaganda é explícita. Relembrando, usar prédio público para fazer propaganda partidária é crime.
4) A PM reprime o pensamento livre
Não consigo sequer conceber isto atualmente. Imagino uma aula ao ar livre, pra facilitar, com um professor da FFLCH dando aula sobre Gramsci. Aí chega a PM e fala “não! Marxismo de infra/superestrutura é proibido. Todo mundo preso”.
A PM não é compatível com o ambiente da universidade? O policiamento deve ser diferente daqueles existentes próximos a maioria das faculdades brasileiras, freqüentadas por pessoas comuns, que obviamente não são magníficos pensadores como os da USP? Desde quando um grupo precisa estar em uma área específica para “livre pensar”? É um pensamento anacrônico, em plena “Era da Informação”, marcada pela redução da importância das fontes tradicionais de conhecimento. Falar isso é ser refém do passado.
5) “Fora, reitor repressor!”
Antes de mais nada, o reitor João Grandino Rodas não é “flor que se cheire”. Não o defenderei indiscriminadamente. Cometeu alguns erros. Mas tenho que apontar os excessos plantados contra a sua imagem, que fazem o “Fora Rodas!” parecer absurdo para mim.
É necessário entendermos que, antes mesmo de se tornar reitor, Rodas era mal visto pela esquerda radical da universidade. Isto porque apontava a existência de grupos danosos à universidade, que se utilizam de métodos anacrônicos e da força bruta, desrespeitando o estado de direito e destruindo bens públicos. Também houve o episódio no qual Rodas, então diretor da FD, pediu a desocupação do prédio da faculdade, “ocupado” por manifestantes. Ou seja, não cometeu crime algum. Mas como manda o expediente da turma radical, o atual Reitor já assumiu o cargo pintado de “ditador fascista”. Só porque resolveu cumprir seu dever e exercer sua autoridade.
Mas os radicais aparelhados por piqueteiros profissionais não gostam de ninguém que seja uma mera sombra de autoridade. Seriam contra um reitor de pano, só porque o pano não concorda com eles. A ex-reitora Suely Vilela, que em 2007 deixou os invasores tomarem conta da reitoria por dois meses, com vários prejuízos para a comunidade, também foi chamada de REItora fascista e acusada de compactuar com a polícia para fazer com que a USP voltasse aos tempos mais sombrios da ditadura!
Todo ano é a mesma coisa: Fora Suely! Fora Serra! Fora Rodas! Fora Alckmin! O chamado para a justiça, democracia e liberdade, neste contexto, nada mais é do que um canto de sereia.
Ainda sobre o reitor:
- Moveu processos contra alunos e funcionários (por acaso isto é proibido? Se fazer de perseguido político é fácil pra quem vandaliza, agride, comete crimes, viola o estado de direito);
- Demitiu 270 funcionários (mas esquecem de mencionar que estes se aposentaram pelo INSS e estavam acumulando ganhos);
- Recebeu título de persona non grata na Faculdade de Direito (fruto de desavenças políticas com a atual gestão da FD, que agiu de modo condenável concedendo um título depreciativo. E unanimidade, no último item de pauta, numa reunião que começou com qualquer quorum, não quer dizer muita coisa).
Abaixo, a Repressão
Debates à parte, existem fatos que configuram “repressão” na USP? SIM:
- Agressões a jornalistas, como mencionado acima;
- Durante a greve de 2009, alunos que faziam uma prova de alemão foram agredidos verbalmente e expulsos da sala de aula, sob gritos de “Hitler” e “Nazistas”;
- No mesmo ano, policiais acompanhando o protesto no P1 foram provocados (como sempre). Em seguida, uma turba de alunos acuou contra a parede quatro policiais que apenas acompanhavam a manifestação, e tentaram expulsa-los com gritos de “fora PM”. Depois, a polícia é “repressiva” (imaginem se fosse);
- Ainda em 2009, alunos contrários à greve fizeram manifestação pacífica e foram covardemente agredidos (chutes, pedradas);
- Agressões inacreditáveis e inadmissíveis contra a Coseas em 2010. É tão absurdo que eu não tenho nem o que dizer (leiam o “panfleto do ditador Rodas”: http://www.usp.br/imprensa/wp-content/uploads/Destaque-13.pdf). Os (...) ainda exigem que não sejam processados!!!
- “Caso vocês não saibam”, há forte patrulha ideológica entre professores da FFLCH. Poucos ousam expressar suas posições moderadas. Carta anônima de professor da FFLCH: “...por isso, professores apoiam insanidades e fazem coro contra os colegas: estão sendo leais aos companheiros de partido, não à USP – e menos ainda estão comprometidos com a racionalidade exigida por seu oficio. (...) Onde, senão nos totalitarismos, a academia é lugar de censura ideológica, mentira e disfarce?”.
Vivemos uma situação delicada, na qual grupos ostracizados (que apóiam os terroristas do Hezbollah e do Hamas (!!!)), fazem guerra de informação para manter uma ampla massa de manobra. Além de intimidar fisicamente a oposição, claro. Temos uma minoria muito barulhenta e que polariza discussões, impedindo negociações e consensos parciais.
Como este domínio é possível? Simples. Infelizmente, os alunos, professores e funcionários sérios não têm tempo pra ficar fazendo manobras contra esses grupos radicais aparelhados por piqueteiros profissionais. Isto precisa mudar.
Quanto aos pseudo-estudantes, só espero que estes agradeçam todos os dias pela oportunidade de estudarem na melhor universidade da América Latina, num local em que vigora um Estado Democrático de Direito, e onde há livre manifestação e discussão de ideias (se bem que em certos lugares é perigoso dar opinião...).
Além de agradecer, poderiam também fazer a sua parte, repetindo todos os dias o lema da Universidade de São Paulo:
“SCIENTIA VINCES” – Vencerás pela Ciência.
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